Raquete Lusitana
Faria volta a perder com Safiullin: estava à frente no terceiro e cai no tie-break em Mauthausen
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Faria volta a perder com Safiullin: estava à frente no terceiro e cai no tie-break em Mauthausen

Segunda derrota seguida frente ao russo. Jaime Faria venceu o primeiro set, foi quebrado a servir para 5-4 no terceiro e acabou eliminado por 4-6, 6-4, 7-6(4) na primeira ronda do Challenger de Mauthausen.

Raquete Lusitana

3 de maio de 2026 · 4 min de leitura

Duas semanas depois de ter cedido um match point ao russo no Jamor, Jaime Faria voltou a encontrar Roman Safiullin. E o guião repetiu-se. O português ganhou o primeiro set, esteve com a vantagem na mão no terceiro, e acabou outra vez derrotado pelo russo, desta vez por 6-4, 4-6 e 6-7(4), na primeira ronda do Challenger de Mauthausen, na Áustria, em terra batida.

Outra vez Safiullin, outra vez de viragem

A derrota é só por si dura. Tornou-se mais dura por ser a segunda consecutiva contra o mesmo adversário, e nas mesmas circunstâncias. Em Oeiras, há duas semanas, Faria tinha perdido em três sets ao russo nos quartos de final, depois de chegar a ter um match point com Safiullin a servir a 4-5 no terceiro. Hoje voltou a entrar bem, voltou a chegar à frente no parcial decisivo, e voltou a ver o russo ficar com a última palavra.

A diferença é que desta vez o duelo nem sequer foi a contar para uma fase decisiva: Mauthausen é a primeira semana do Faria fora da bolha de Oeiras e Madrid, e a perda à entrada do quadro principal corta-lhe a hipótese de somar pontos numa altura em que o ranking ATP 136 começa a precisar de novidades.

O set inicial saiu controlado

Faria abriu o encontro a aguentar bem o serviço apesar de ceder o primeiro jogo, e foi assentando no rally a partir do meio do parcial. A quebra chegou ao 3-2 e foi suficiente. O português fechou o set em 6-4 sem voltar a sofrer break points, com Safiullin a tropeçar em demasiados primeiros falhados.

O segundo set foi o oposto. Safiullin entrou outra vez como tinha feito em Oeiras, a martelar primeiras bolas e a desafogar o ritmo. Quebrou logo no jogo inaugural, ainda foi confrontado com uma quebra de volta a 3-4, mas teve resposta imediata: tirou o serviço a Faria a servir 4-5 e fechou o parcial em 6-4. Encontro reposto.

A vantagem do terceiro que não chegou

O parcial decisivo seguiu sem quebras até ao oitavo jogo. Foi aí que Faria conseguiu o break que parecia ser o suficiente, com o serviço para se colocar a um jogo da vitória logo a seguir. Mas o serviço não veio. Safiullin devolveu a quebra de imediato no jogo seguinte, repôs o 4-4 e tirou ao português o controlo que tinha conquistado três pontos antes.

A partir daí o set foi para tie-break. E o desempate seguiu o registo dos sets anteriores entre os dois: trocas constantes de mini-quebras nos primeiros pontos, com Safiullin sempre um passo à frente. O russo abriu vantagem decisiva nas últimas trocas e fechou o desempate em 7-4, deixando Faria sem hipótese de forçar um nono jogo.

O que sobra

O calendário não dá tréguas. A semana a seguir traz outra ronda de challengers europeus de terra batida e Faria precisa de pontos antes do bloco de Roland Garros. A boa notícia é que o nível voltou a estar lá, três sets longos contra um adversário que já foi top 40 e que está claramente a apanhar boa forma. A má é que pela segunda vez em duas semanas houve uma janela aberta para fechar o encontro, e pela segunda vez ela fechou-se na cara.

A meio prazo, o calendário tem boas notícias: tanto Faria como Henrique Rocha estão confirmados no qualifying de Roland Garros, juntando-se a Nuno Borges que entra directamente no quadro principal masculino. Frederico Silva ficou de fora do corte e está como 10.º suplente, dependente de várias desistências para entrar.

Foto: Manfred Binder.

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