
Matilde Jorge tricampeã de pares em Oeiras, agora com Costoulas
Matilde Jorge conquistou o terceiro título consecutivo de pares no Oeiras CETO Open, ao vencer a final WTA 125 ao lado da belga Sofia Costoulas frente à dupla Magali Kempen e Lara Salden, por 6-4 e 6-2, em uma hora e 18 minutos.
Raquete Lusitana
25 de abril de 2026 · 3 min de leitura
Matilde Jorge fechou este sábado o seu terceiro título consecutivo de pares no Oeiras CETO Open. A guimaraense, ao lado da belga Sofia Costoulas, derrotou na final a dupla também belga Magali Kempen / Lara Salden por 6-4, 6-2, em uma hora e 18 minutos no court central de Oeiras, agora com chancela WTA 125.
A particularidade da edição não passou despercebida. As duas conquistas anteriores, em 2024 e 2025, tinham sido obtidas com a irmã Francisca Jorge ainda em ITF W100. Com Francisca a recuperar de uma lesão abdominal contraída na Billie Jean King Cup, Matilde estreou parceria com Costoulas, 21 anos, e segurou a defesa do título numa primeira semana a jogar juntas.
Matilde Jorge torna-se a primeira tenista portuguesa a vencer três títulos de pares na categoria WTA 125 e a primeira a alcançar três finais nesta categoria.
A final em duas velocidades
A primeira parcial foi a única em que Kempen e Salden conseguiram estar lado a lado no marcador. Costoulas e Jorge resolveram com uma quebra a meio do set e fecharam em 44 minutos por 6-4. A partir daí o jogo desequilibrou. As belgas perderam três jogos de serviço no segundo set e a portuguesa, com Costoulas confortável na rede e a devolver com profundidade, despachou a parcial em 34 minutos: 6-2.
O ritmo da segunda parcial foi a leitura mais clara da tarde. Numa final entre duplas montadas à pressa (Costoulas e Jorge jogavam juntas pela primeira vez, Kempen e Salden idem), a equipa luso-belga ajustou-se mais depressa às rotinas que costumam custar a entrar: tempos mortos curtos, pancadas cruzadas combinadas, paragens nas trocas longas. Foi uma final em que se viu, do lado vencedor, uma mecânica que parecia ter mais semanas do que tinha.
Caminho até ao troféu
Costoulas e Jorge entraram no quadro como segundas cabeças de série e percorreram a chave sem perder set. Pelo caminho ficaram, entre outras, Polina Kudermetova / Whitney Osuigwe na primeira ronda e a dupla Darja Semenistaja / Naima Karamoko nas meias, batida por 7-5 e 6-1.
A vitória atualiza um registo em Oeiras que já era invulgar. Final em 2022 quando o torneio ainda valia ITF W25, títulos em 2024 e 2025 em ITF W100, e agora o primeiro em WTA 125. Quatro presenças nas decisões em cinco edições disputadas.
Compensação depois de uma quinta-feira difícil
O título chega quatro dias depois de Matilde ter sido eliminada nos 16avos de singulares pela italiana Lucia Bronzetti, num encontro que durou duas horas e dois minutos e em que cedeu por 5-7 e 1-6. O caminho dos pares funciona assim como contrapeso: pontos para o ranking de pares (atualmente em 114.ª, depois de ter chegado a 91.ª em fevereiro) e a confirmação de que o court de Oeiras continua a ser, em qualquer formato, território seu.
Foto: Beatriz Ruivo/FPT. Vídeo via Instagram @fptenis.
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