
Rocha sobrevive a mais um duelo de tie-breaks e está nos quartos em Oeiras
Henrique Rocha bateu o japonês Rei Sakamoto por 7-6, 7-6 na segunda ronda do Oeiras Challenger. Dois jogos, quatro tie-breaks — e o português não perdeu nenhum.
Raquete Lusitana
16 de abril de 2026 · 2 min de leitura
Há jogadores que ganham com autoridade. Outros que ganham à unha. Henrique Rocha, neste Oeiras Challenger, está a ganhar nos tie-breaks — e por agora chega.
O português, 7.º cabeça de série, bateu o japonês Rei Sakamoto (161.º ATP) por 7-6, 7-6 na segunda ronda e garantiu um lugar nos quartos de final do torneio de casa. É o segundo jogo consecutivo decidido inteiramente em tie-breaks, depois da maratona de dois dias contra Tom Gentzsch na primeira ronda (7-6, 7-6 também).
Quatro tie-breaks jogados. Quatro tie-breaks ganhos. O padrão é claro: Rocha não dá nada de graça nos games de serviço, mas quando chega o momento de decidir, sobe o nível.
Rocha e Sakamoto tinham treinado juntos recentemente em Marrocos. O português conhecia bem o jogo do adversário — e identificou o serviço como a principal arma do japonês de 19 anos.
Um torneio de nervos de aço
Contra Gentzsch, na primeira ronda, o encontro foi interrompido por falta de luz quando Rocha perdia 2-4 no segundo set. Na retoma, recuperou para 5-5, forçou o tie-break e não tremeu. Contra Sakamoto, o guião repetiu-se: sets equilibrados, sem breaks, e tudo decidido nos pontos grandes.
É um registo que diz tanto sobre a solidez de serviço do português como sobre a sua capacidade mental. Jogar dois encontros inteiros sem conseguir uma única quebra confortável e mesmo assim sair com duas vitórias — isso exige uma frieza que não se treina.
Quartos de final: Llamas Ruiz
Nos quartos, Rocha terá pela frente o espanhol Pablo Llamas Ruiz, saído do qualifying. O H2H favorece o português (2-0), mas em terra batida e num Challenger em casa, nada está garantido. O encontro está agendado para sexta-feira.
Depois de uma semana de estreia no Oeiras 1 que não correu como queria, Rocha está a mostrar uma versão mais madura e resiliente no terceiro torneio da série. O público do Jamor tem motivos para voltar amanhã.
Foto: FPT/Beatriz Ruivo
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