
Silva cai com Houkes em três sets nos quartos de Oeiras
Frederico Silva foi derrotado por Max Houkes nos quartos de final do Oeiras Challenger por 4-6, 6-4 e 6-7(2) num encontro de mais de três horas, com interrupção para mudança de court.
Raquete Lusitana
17 de abril de 2026 · 3 min de leitura
Frederico Silva foi eliminado nos quartos de final do Oeiras Challenger pelo neerlandês Max Houkes, 257.º ATP, por 4-6, 6-4 e 6-7(2), num encontro de três horas e dezoito minutos que se decidiu no tie-break do terceiro set.
Chegou aos quartos com uma vitória de referência frente a Comesaña e uma passagem tranquila nos oitavos contra Echargui. Mas o caminho fechou-se num central cheio, contra um adversário que não deu nunca o jogo por decidido.
Um primeiro set de breaks trocados
Silva entrou no encontro como favorito, pelo menos pelo ranking. Houkes, apesar de mais novo (25 anos) e numa temporada em crescimento, começou a semana com uma surpresa nos oitavos ao afastar o sexto cabeça de série Dusan Lajovic. Chegou aos quartos sem nada a perder, com o serviço afinado e a confiança de quem já tinha dado um primeiro golpe de opinião ao público.
O primeiro set foi de breaks trocados logo à abertura. Silva partiu o serviço do neerlandês no primeiro jogo (1-0), mas viu-o repor a igualdade no jogo seguinte (1-1). A partir daí os dois seguraram o serviço até ao 4-5, com Silva a servir para manter o set. Houkes voltou a quebrar, fechou o parcial em 6-4 e levou para a cabeça a vantagem inicial.
Vaivém no segundo set e o set que resgatou o encontro
O segundo set teve um guião inverso. Silva abriu logo com duas quebras consecutivas para 4-1, parecia a caminho de resolver o parcial, mas perdeu o serviço em seguida (4-2) e voltou a ser quebrado no nono jogo para o 4-4. Quando o marcador parecia fugir-lhe, o português conseguiu a quebra decisiva no décimo jogo para 5-4 e fechou no serviço seguinte em 6-4.
Foram quatro quebras só no segundo set. Um grito no fim do parcial para recolocar tudo em aberto.
Mudança de court e o terceiro set
Com a luz natural a falhar no central do Jamor, o encontro foi interrompido e trasladado para o Court 3, com iluminação artificial disponível. A quebra de ritmo que a troca impôs não ajudou a concentração de nenhum dos dois, mas foi Houkes quem regressou mais afinado.
Duas quebras trocadas e um tie-break implacável
O terceiro set teve drama antes do desempate. Houkes foi o primeiro a partir, com uma quebra a meio do parcial a colocá-lo em 4-2 e a um passo das meias-finais. Mas Silva reagiu de imediato: respondeu com uma quebra de volta no jogo seguinte para igualar a 3-4, e a partir daí o set entrou numa fase de holds limpos dos dois lados até ao 6-6.
O tie-break foi implacável. Houkes abriu cedo dois pontos de vantagem, manteve o ritmo e fechou o desempate em 7-2 sem dar espaço a recuperação. Um final anticlimático para um encontro que tinha estado, na maior parte do tempo, ao alcance dos dois.
O relógio parou nas 1h28m apenas do terceiro set. 3h18m no total.
O que fica da semana
Silva sai do Oeiras Challenger com os pontos dos quartos de final e com a melhor vitória da temporada em casa, a já referida frente a Comesaña. A semana valeu pela reafirmação de que, aos 31 anos, continua competitivo em dias de nível alto, mesmo num torneio em que o ranking indicava que poderia ir mais longe.
A derrota de hoje não lhe tira isso. Mas fê-lo lutar até ao último ponto.
Foto: Álvaro Isidoro/FPT
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